O capitão

O céu, tão azul, veste os olhos de água
O mar, antes rio, alonga-se nos fundos do océano
O capitão ainda está a procura da Terra

A Terra está em movimento,
Até parece uma dançarina
Se não for o vento que o puxa,
Quem iria rumar ao capitão?

O barco, caroço de pistacho, mantém a vela direita
As ondas, batida após batida, teimam no seu intento
O capitão mantém sempre a calma.

A calma que a navegar não exite,
E é ele que inventa.
Se não for a imaginação que o alimenta
Qual seria a realidade do capitão?

O horizonte, linha trepidente, anuncia costa
A beira, desconhecida, já é por ele amada
Do outro lado, a costa antiga, já está quase esquecida

A costa antiga morre en ciúmes,
Ciúmes do vento que o empurra
Se não for o vento que o puxa
O capitão ainda estaria en Terra.

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